por Karine Rosa

Querido 2014, queria deixar algumas coisas bem claras logo de cara. Acho, mesmo, que é importante a gente já estabelecer algumas regras logo no começo. E, aí, eu cumpro daqui as minhas obrigações e você cumpre daí as suas. Combinado?

Seja intenso, 2014. De um jeito que só vocês, anos pares, sabem ser. Me ensine o que tiver que ensinar – eu quero crescer, abrir a mente, olhar novos horizontes – mas seja cauteloso com as dificuldades. Sei que nem sempre dá para ser bom, mas se tiver que ser ruim, faça-o com cuidado e calma. Espere que eu respire fundo e arranje forças sabe-se-lá-de-onde para encarar a parte ruim que você possa trazer. Mas seja bom também, por favor. Aliás, seja ainda melhor do que todos os outros anos anteriores. Estou apostando tudo em você.

Vou correr atrás dos meus sonhos. Esta parte você pode deixar nas minhas mãos. Não espero que me entregue nada de graça, mas, se puder, mostre-me com mais clareza as oportunidades. E eu trato de agarrá-las. Seja divertido também, porque não há tristeza que não melhore com uma boa dose de bom humor. E acho que isso é o mais importantes que espero de você: risadas.

Traga pessoas novas para a minha vida. E lugares novos. E chances novas. E aprendizados novos. Traga novidades. E eu faço de tudo isso o melhor que eu puder fazer. Aliás, acho que este é o trato que podemos estabelecer: tentar o máximo possível. Eu e você. Fica combinado assim?

Não copie 2013. Foi um ano bom, é verdade. Mas acho que não dá para ficar olhando para trás. Então, providencie um mar de ondas boas, leves e novinhas-em-folha. Porque, para mim pelo menos, você já vai começar todo especial. E, por isso, espero muito de você.

Não espero, porém, que a gente viva uma eterna lua de mel, 2014. Talvez a gente brigue ao longo do caminho. Talvez eu te odeie um pouco. Talvez eu diga, algum dia, que você é um dos piores anos da minha vida. Mas tomara que, lá na frente, o balanço final seja bom. Tomara que tudo dê certo. E, se não der para dar certo, tomara que haja força e fé o suficiente para encarar, também, as derrotas.

Venha com tudo, 2014. Faça o que tiver que fazer. Vamos lá, chegou a hora. Que seja bom, doce, divertido, alegre, acolhedor e tudo mais que tiver que ser. Tomara que me ensine – o que tiver que ensinar. E tomara que seja único. Você e eu, 2014. De mãos dadas até o final. E, se não for pedir muito, tomara que você seja o melhor tempo de nossas vidas. O melhor ano até agora. Ou o que der para ser. Combinado?


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