por Natália Galindo

É incrível como tem certas coisas que sempre nos faz chorar:

O capítulo final de alguma coisa. Você pode não ter assistido, nem acompanhado, nem saber da história. Mas, você chora no último capítulo é inevitável.

O fechar de um livro quando você o termina. Aquela sensação de não poder mais encontrar com aqueles personagens, de ver a história com um fim.

A mudança. Mudar qualquer coisa. A adaptação da mudança te faz recordar a todo momento o antigo e te fez sentir saudades. Boas ou ruins, mas saudades.

O coração. Os sentimentos, sempre te fazem chorar. A palavra não dita, o arrependimento, o inicio, o término, as noites em claro. Tudo, sempre faz as lágrimas escorrerem pelo rosto. Ou, em muitos casos, ficarem presas na garganta, causando aquele gostinho amargo, uma sensação de falta de ar, abafando um grito e deixando-nos com uma imensa dor de cabeça depois disso.

Já passei por tudo isso esse ano e, agora, estou fechando-me. Já atingi minha cota de felicidade, de tristeza, de expectativas, de desilusões, de realizações, de tudo. Estou fechando-me.

Fechando o meu coração, fechando meus sentimentos, fechando meus planos, fechando-me dos outros. Agora, é o meu tempo. O tempo do balanço. Preciso medir meus ganhos e perdas, preciso esclarecer meus objetivos, preciso descobrir quem sou (mais uma vez).

Agora é o tempo de deixar com que todos os pensamentos passem pela minha cabeça, sem que nenhum se fixe. É tempo de aflorar as sensações, de descontrolar os impulsos, de calar-me.

Estou fechada para balanço, por tempo indeterminado. E, sinceramente, não sei quando voltarei, muito menos, como voltarei. O que sei de mim, é que não sou nada do que penso ser, porque o que pensam de mim, é exatamente aquilo que não sei interpretar dos meus pensamentos.

Estou fechada, estou no meu próprio mundo. E, não sei, quando voltarei para a realidade. Se é que um dia pertenci à ela.


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