Acordei achando a vida uma porcaria, entende? Uma porcaria mesmo. Sentindo falta de alguma coisa, de alguém, de pessoas que talvez nem lembrem mais de mim, de pessoas que talvez nem conheço. Sentindo um vazio constante, que jamais irá será substituído por algo ou alguém.

Me acho estranha, neurada, esquisita, ciumenta, possessiva. Estranha porque consigo imaginar tudo que já passou na minha vida, neurada por que consigo imaginar o que vai acontecer, sofrer por antecedência, ninguém faz isso, só eu, a NEURADA! Ciumenta porque sinto ciúme de tudo,  do que nem meu nunca foi! Às vezes acho que não tenho amizades verdadeiras, às vezes acho que sou um incômodo, um encosto na minha família, no meu serviço, na sala de aula, enfim me sinto um nada, sabe com é? Perdida, deslocada e que incomodo por onde passo.

Acho que só eu fico quase 24 horas, em um computador escrevendo um blog que ninguém lê, que ninguém nem se importa se tem ou não postagem nova. As pessoas só lembram de mim por dois motivos: na data do meu aniversário (porque tá no Orkut) e quando precisam de alguma coisa. Aí pergunto a você que parou para ler esse texto que sentido tem uma vida dessa? Nenhuma você vai pensar!

Sou diferente de todas garotas, gosto da banda que ninguém gosta, gosto do estilo que nem gosta, escrevo sobre o que ninguém escreve, falo coisas que ninguém imagina, penso e faço coisas diferentes de tudo e de todos, isso é personalidade ou falta dela? É esquisitice pode ter certeza. Porque ninguém faz isso, só eu a NEURADA!

Vivo uma vida estranha, sem emoções, sem tumultos ou turbulências. História pra contar? Nenhuma. Para contar daqui alguns anos então, piorou! Quem vai querer ouvir a história da garota neurada, maluca, sem amigos, sem namorado, sem aventuras. Quem vai querer ouvir uma história que não tem graça, não tem aventura, não tem balada. O que vou ter para contar? Olha gente, eu era aquela garota, excluída da turma, que ninguém dava papo e só procurava quando precisavam de algo e depois ela voltava a ser aquela lá do cantinho que só ficava sozinha escrevendo nas últimas páginas do seu caderno textos sem sentido, que ninguém iria ler. É isso que terei para contar. Já pensou quem vai querer ouvir isso, deus que me livre, tirem ela de perto de mim, vai ser o que vão falar.

Disso tudo, tenho um aprendizado para passar para você que perdeu seu tempo lendo esse texto (ou melhor esse desabafo), façam o que eu não fiz, desejem o que eu não desejei, sonham o que eu não sonhei, cobicem o que eu não cobicei, aventurem-se como eu não me aventurei, gritem mais, chorem mais, sorriam mais, cante, ame, beije, faça contato, olhe as estrelas, aceite a sua vida mas não se acomode como eu me acomodei e por último, e talvez a mais importante, escolha a felicidade e não o fracasso e a tristeza como eu escolhi.


3 Comentários

  1. Esse desabafo serviu p/ mim tbm! Adorei, me fez sentir melhor

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  2. Posso te pedir uma coisa?
    Escreve um texo alegre, só um!
    Ele vai atrair felicidade na sua vida...

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